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Legislação

O uso consciente da água por indústrias

Há milhares de anos, a quantidade de água existente no planeta é a mesma. Por mais que seja consumida por gerações, a água passa continuamente por seu ciclo natural, alternando-se nos estados líquido, sólido e gasoso, e volta em forma de chuva, névoa ou em nascentes que brotam do solo para ser utilizada novamente.

Embora não haja mudança quantitativa, a qualidade do nosso bem mais precioso está piorando de forma alarmante a cada ano.

As águas apropriadas para consumo estão diminuindo por conta da contaminação provocada pelo homem. Há previsões de que em um futuro muito próximo, a escassez de água chegue a causar conflitos mundiais.

Os volumes de consumo são impressionantes de acordo com a Agência Nacional de Águas (ANA). Somente em 2017, a retirada total de água no país foi de 2.083 m³/s. Desse total aproximadamente 52% foi utilizado na irrigação, seguida pelo abastecimento humano de 23,8% e a indústria 9,1%.

A soma desses números chega perto dos 85% da retirada total. Outras utilizações da água apontada no levantamento foram 8,0% para o atendimento aos animais, 3,8% para as termelétricas, 1,7 % para o suprimento rural e 1,6% para a mineração.

Estima-se que o Brasil possua aproximadamente 12% da disponibilidade de água doce do planeta, porém a distribuição dentro do território nacional não é equilibrada.

A região Norte concentra aproximadamente 80% da quantidade de água disponível, mas representa apenas 5% da população brasileira. Já as regiões próximas aos Oceano Atlântico possuem mais de 45% da população, porém, menos de 3% dos recursos hídricos do país.

 

Reuso na Indústria

Dados divulgados pela ANA também apontam para o crescimento do consumo de água no país. A previsão é de que até 2030 a extração deste recurso aumente em 24%.

O avanço no consumo está diretamente relacionado ao desenvolvimento econômico e ao processo de urbanização do país, principalmente nas grandes capitais.

Além do uso da água, as indústrias são as principais responsáveis pela poluição dos rios, ao eliminar rejeitos provenientes de suas produções.

Uma alternativa sustentável e que tem aumentado a cada dia é a reutilização da água. A ação, além de reduzir o impacto ambiental, representa uma economia nos cofres das empresas, pois é possível diminuir de forma significativa os custos nas produções.

Em 1997, o Governo Federal instituiu a “Lei das Águas”, o que contribuiu para que mais indústrias implantassem mecanismos de reutilização da água. Por meio dessa lei, todos usuários que captem, lancem resíduos ou não consumam diretamente o recurso precisam pagar pelo valor estabelecido.

A Organização Mundial da Saúde estabeleceu algumas das formas mais comuns para a reutilização da água industrial, são eles:

Reuso Direto: Ocorre na transformação do esgoto em água específica para a indústria. Essas águas são tratadas em estações especiais passando por uma série de filtros especiais e períodos de decantação até serem reutilizadas novamente em processos fabris.

Reuso Indireto: Neste caso a água já utilizada é tratada e volta aos corpos hídricos, que podem ser lagos, lagoas, canais, entre outros, para ser diluída e reutilizada novamente para a mesma função.

Reciclagem Interna: A opção mais barata de reutilização da água, a mesma é tratada em instalações próprias dentro da empresa e já retorna para novo uso nas produções.

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